O amor como critério de gestão produz líderes fracos e desprestigiados?

O amor como criterio de gestão produz líderes fracos e desprestigiados? Luciana Seluque Comportamento SoftSkills Inteligência Emocional Atitude Gestão

Olá!
Recentemente li um texto que comentava sobre a “Síndrome Madre Teresa de Calcutá”. Basicamente o texto falava sobre o paradoxo de uma liderança com características protetoras (ou humanas) exageradas que impedem o crescimento e desenvolvimento do time.

Pedagogos e psicólogos afirmam que as crianças superprotegidas, que se acostumaram a receber tudo sem dar nada em troca, transformam-se em “monstros”, ou melhor, em adultos mimados que não conseguem ouvir um não e têm baixa tolerância à frustração.

Baseado nesse contexto eu concordo que a falta de critério de uma gestão humanizada pode causar mais prejuízo do que benefício para a gestão de projetos e para a organização como um todo.

O livro Madre Teresa, CEO, escrito pelos norte-americanos Ruma Bose e Lou Faust fala sobre esse ícone de liderança e pontua suas vantagens.

James C. Hunter, em seu livro, O Monge e o Executivo, defende um padrão de liderança que segue um modelo firme e criterioso, porém humano e flexível, que transforma gestores em mentores.

O modelo de liderança servidora que Hunter associa em seu livro ao caráter de Cristo não está relacionado à uma liderança fraca, submissa e permissiva, pelo contrário. Se estudarmos o caráter de Cristo vamos encontrar aspectos como: autoridade, justiça, firmeza, responsabilidade, diligência, personalidade, motivação, prontidão, compaixão, servidão, humildade, observação, esmero, ensino, quebra de paradigmas, entre outros.

Infelizmente, para algumas pessoas, uma liderança que tem o amor como critério de gestão significa uma liderança frágil, vulnerável, indolente, desprestigiada e tolerante ao extremo.
Para mim essa visão é um grande mito, um paradigma que deve ser quebrado!

Um tempo atrás eu vivi uma experiência única que exemplifica muito bem essa “confusão”, digamos assim. Eu fiz uma cobrança firme e dura para uma pessoa que estava com uma entrega importante nas mãos e que se não fosse feita de forma apropriada traria grande impacto e prejuízo ao projeto. Essa pessoa se ofendeu profundamente com a cobrança e disse que a atitude que eu estava tomando “não combinava comigo” e com os valores que eu “pregava”.

Vocês conseguem entender o desarranjo? A desordem emocional? A falta de entendimento sobre liderança humana e servidora?

Ter amor como critério de gestão significa ter autoridade, firmeza e discernimento!

Essa ideia carrega consigo o sentido de ética, respeito, confiança, empatia, compaixão, gentileza e aceitação. Significa criar um ambiente motivador, equilibrado, agradável, que entenda as limitações das pessoas, não busque “culpados”, que considere a atitude positiva, o bom comportamento, mas sobretudo, um ambiente que valorize o comprometimento e a responsabilidade.

Vale lembrar que amor como critério de gestão produz pessoas felizes e que pessoas felizes afetam diretamente o resultado das organizações!
Termino o texto de hoje com um pensamento de Agostinho de Hipona que resume de forma simples e clara tudo o que escrevi acima:

Ama e faz o que quiseres. Se calares, calarás com amor; se gritares, gritarás com amor; se corrigires, corrigirás com amor; se perdoares, perdoarás com amor. Se tiveres o amor enraizado em ti, nenhuma coisa senão o amor serão os teus frutos!

Paz e bem,
Lu Seluque

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