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lu seluque Conexões 2018!


Como falar sobre assuntos do coração, gratidão e perdão no meio de um mundo tão duro, difícil e muitas vezes cruel? Como tratar sobre esses assuntos dentro das corporações? Complicado?


Em uma conversa rápida, mas objetiva e significativa, com um amigo fui motivada a escrever esse texto. 

Falava com um engenheiro, o interessante é que não era qualquer engenheiro e ele tampouco sugeria qualquer assunto! Era um engenheiro da indústria automobilística e a sugestão estava baseada em assuntos como amor, perdão e gratidão!

Engenheiros em geral são inteligentes, focados, pragmáticos, flexíveis, criativos, metódicos e comprometidos com o desenvolvimento de um projeto, mas a indústria automobilística com seus projetos globais e altos objetivos de qualidade, performance e custo cria um ambiente onde muitos aparentemente tornam-se duros e insensíveis.

E eu estava ali conversando com um desses homens de "coração de pedra"!

Um gestor, líder, responsável pelo desenvolvimento dos motores veiculares, alguém que desenvolve o coração do carro sugeria um texto relacionado à assuntos da carne, do coração humano. Interessante, não?

Seguindo a linha da metáfora do coração do carro...

Os engenheiros de segurança veicular são inteligentíssimos e tem seus sensores muito aguçados. Os de interior são detalhistas, flexíveis, e muitas vezes delicados, afinal suas peças estão literalmente em contato com o consumidor. Os de exterior são fortes e talentosos, os de estrutura, dependendo da região e na proporção certa, rígidos e maleáveis. Os de elétrica são energéticos e os de chassis... difícil de descrevê-los! Como dizia minha avó, deve ter um pó de pirim pim pim diferente por lá.

Mas voltando ao que interessa, como falar sobre assuntos do coração, gratidão e perdão no meio de um mundo tão duro, difícil e muitas vezes cruel? Como tratar sobre esses assuntos dentro das corporações? Complicado?

Para o José Saramago não! Ele tem um pensamento que gosto muito que diz: Se tens um coração de ferro, bom proveito. O meu, fizeram-no de carne, e sangra todo dia!

Já Pitágoras orienta para purificarmos o nosso coração antes de permitirmos que o amor entre nele, pois até o mel mais doce azeda num recipiente sujo.

Com muita sensibilidade Antoine de Saint-Exupéry explica que só se vê bem com o coração, porque o essencial é invisível aos olhos.

Na visão de Platão a paz do coração é o paraíso dos homens.

Salomão em sua sabedoria explana que o coração alegre aformoseia o rosto.

De acordo com Martin Luther King o perdão é um catalisador que cria a ambiência necessária para uma nova partida, para um reinício.

Bravamente Machado de Assis fala para não levantarmos a espada sobre a cabeça de quem nos pediu perdão.

Poeticamente William Shakespeare expressa que a gratidão é o único tesouro dos humildes.

Seguindo a linha poética, Charles Chaplin fala que o amor é ajudado pela força e que a doçura do perdão traz a esperança e a paz.

Amorosamente Jesus Cristo diz que devemos perdoar para sermos perdoados!

Agostinho de Hipona, com doçura, salienta que podemos e devemos descobrir Deus no espelho da amizade e que necessitamos um do outro, para sermos nós mesmos.

O amor, o perdão e a gratidão são o caminho para cura das nossas feridas da alma!

São a ponte de reconciliação das relações quebradas. Um coração amoroso e grato produz alegria, força, esperança e paz. E é dessa forma que desejo terminar esse texto, convidando você para refletir sobre os seus relacionamentos. Como estão os seus relacionamentos?

Que nossas conexões, nossas relações humanas, possam ser maiores e melhores!

Paz e bem,
Lu Seluque

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