Apagando incêndios em projetos!

Apagando incêndios em projetos! Luciana Seluque Comportamento SoftSkills Inteligência Emocional Atitude Gestão
Por que, apesar de termos estratégias de gestão, planejamento e controle de demandas ainda vemos tantos gestores perdidos, estressados e constantemente “apagando incêndios” nos projetos? 

Por que a vida real é mais complicada e uma ação que deveria ser pontual, o “apagar incêndio”, torna-se tão rotineira?

Seria a falta de uma abordagem sistemática na gestão estratégica a causa raiz desse hábito tão danoso que pode até mesmo levar a corporação à morte?

Penso que a falta de disciplina, diligência, comprometimento e o engajamento da equipe sejam as maiores causas!



Acredito que a maioria das organizações tem ou esforça-se para ter um plano estratégico que gerencie e direcione seu portfólio, projetos e atividades, mas também acredito que muitas vezes o que foi planejado não seja exatamente o que é executado.  Tem uma frase de Margaret Thatcher que gosto muito, diz assim:

“Planeje seu trabalho para hoje e todos os dias, em seguida, trabalhe o seu plano”

Essa ideia fala muito ao meu coração e explica bastante sobre o insucesso que vemos no dia a dia de certas corporações. O planejamento existe, o discurso de boas práticas, qualidade, foco no cliente, entre outros é uma verdade, mas as adaptações às necessidades do mercado ou às necessidades pontuais fazem com que a realidade seja muito diferente.

Consequentemente encontramos dentro dessas corporações o desconforto, a desmotivação, o retrabalho, a perda de qualidade, tempo, recursos, sem contar que a satisfação do cliente pode ser abalada de alguma forma.

E para “apimentar” o ambiente desafiador das corporações temos o constante aumento da carga de trabalho, a pressão por resultados, o numero de formulários, relatórios e a grande quantidade de reuniões. 

Qual seria a solução, então?

Não consigo ver outra a não ser o alinhamento da missão e visão da corporação com plano estratégico e não é necessário dizer que esse alinhamento deve ser disseminado em todas os níveis das organizações.

Atalhos, soluções provisórias, falta de recursos podem ser tolerados em certa escala, e claro, emergências e imprevistos sempre irão existir, mas é para isso que existem os planos de contingência.

Milagres não existem em ambientes corporativos!

Precisamos ter pessoas qualificadas para gerenciar as atividades e muitas vezes admitir que a equipe atual não tem a qualificação necessária para exercer as tarefas.

Estabelecer metas e prazos reais para o desenvolvimento dos projetos e atividades é fundamental.

Identificar as ferramentas e metodologias de gestão que se enquadram melhor com o perfil dos projetos da corporação é indispensável.

E por fim, mas não menos importante, ter um discurso coerente de gestão. É preciso fazer o que se prega!

Paz e bem.
Lu Seluque


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